Qual o livro que vocês desejam GANHAR na Primeira PROMOÇÃO do blog?

Resenha - Sangue e Gelo

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  • Nome: Sangue e Gelo 
  • Original: Blood and Ice 
  • Autor: Robert Masello 
  • Gênero: Ficção Vampiresca
  • Páginas: 445 
  • Editora: Suma de Letras (Objetiva)
  • Sinopse: “Dezembro de 1856. Em meio a uma tempestade , nas proximidades do pólo sul, marinheiros aterrorizados fazem um casal caminhar pela prancha do navio e se jogar ao mar. Portadores de má sorte, eles dizem, perpetuadores de uma terrível maldição. Mais de 150 anos depois, um fotojornalista em profunda crise aceita o convite para fazer uma reportagem na estação de pesquise ciêntifica americana na Antártica. Ele espera pela chance de fotografar muita coisa que jamais teve a oportunidade de ver na vida : animais  exóticos, icebergs imponentes, nevascas assustadoras. Mas dois corpos trajando roupas vitorianas, perfeitamente preservados dentro de um bloco de gelo, são uma descoberta que vai além dos seus sonhos mais delirantes. Em especial depois que o gelo derreter. Em Sangue e Gelo, conhecemos a dimensão trágica da história de amor entre o tenente Sinclair Archibald Copley, do 17º Regimento de Lanceiros do Exército inglês, e a enfermeira Eleanor Ames, da equipe formada pela pioneira da enfermagem, Florence Nightingale. Um amor que sobrevive aos preconceitos de classe, ao horror da Guerra da Crimeia - e aos séculos. Testemunhamos, através do olhar atento e um tanto amargurado de Michael Wilde, a dura sobrevivência de militares e cientistas numa base isolada no continente mais inóspito da Terra. E, quando o gelo derreter, saberemos o que pode acontecer quando esses dois mundos se encontrarem."


Sangue e Gelo faz parte dos poucos livros que podem ser lidos de diversas maneiras sem que o leitor se confunda.

Fazendo uma brincadeira simples e iniciando a leitura a partir do sexto capitulo, lendo apenas os de números par, você acaba fazendo uma viagem no tempo para o ano de 1854 e presencia o estranho caso de amor entre o tenente Copley e a enfermeira Eleanor Ames.

De classes sociais diferentes, Eleanor poderia ser a Cinderela da história se não fossem dois motivos: Primeiro que o tenente não é nenhum príncipe. Ao contrario, é um belo fanfarrão, adepto à jogatina, bancado pelo pai que até chegou ao extremo de comprar sua patente no Exército. Já o segundo motivo é que logo após poucos encontros o mesmo fora convocado para a Guerra da Crimeia.

Confesso que pouco sabia dessa parte da História, guerras nunca foram exatamente meu conteúdo preferido e, ter explicito todos horrores dessa época, me deixaram chocada e ao mesmo tempo fascinada.

Como pupila de Florence Nightingale, cujo poucos sabem, mas é a pioneira da enfermagem e a "mulher da lamparina" citada no juramento dos enfermeiros, Eleanor também acaba na guerra e muitas situações chocantes, como amputações sem anestesia, são exposta.

A segunda parte remete aos dias atuais, onde o protagonista e fotojornalista Michael Wilde se encontrava num estado lamentável - motivo que só é descoberto lá pela metade da história - quando fora convidado a passar seis meses numa base na Antártica para expor como é a vida dos militares e cientista que vivem por lá.

Neste aspecto da história fiquei encabulada, afinal, a Antártica é um lugar absurdamente inóspito o que poderia ter de história ali?

Acreditem, muita, muita coisa. As curiosidades apresentadas, o modo de vida dos que trabalhavam lá, tudo é muito interessante e curioso. Apenas o aprendizado já compensava toda a leitura. Contudo, para a minha total alegria, Robert Masello não se contentava com isso.

No momento em que ambas as histórias juntam, os acontecimentos passam a ser frenéticos. Mortos começam a aparecer e à caçada e pesquisas se intensificam. Tudo isso misturado a mais curiosidades, pois quando você acha que aprendeu tudo, tem mais um pouco.

A carga romântica de todo livro fica com Eleanor e Copley. Ou melhor, quase toda, mas não conto para não estragar uma das melhores partes da história.

Por fim, Sangue e Gelo veio parar na minha estante por um acaso e uma capa magnífica. Quem me conhece, sabe que desenvolvi certa resistência a livros que tratam de vampirismo exatamente pela falta de histórias originais, mas não houve isso nesse volume, onde o vampirismo acabou até ficando em segundo plano.

É uma história envolvente, daquelas que você cruza os dedos a espera de uma continuação e sente-se triste quando vê que está chegando ao fim. Sendo capaz até de enrolar na leitura para prolongar - se com o volume.


Eis a primeira resenha oficial do blog. Apesar de que a de estréia foi a d ' A Sombra do Vento. Oque acharam? Quero ser bem pratica e preciso de opiniões.
Agora um aviso mega IMPORTANTE  o blog Realidades Utópicas fará a sua primeira PROMOÇÃO mas como ainda não temos "patrocinadores" o livro será de minha arcada e exatamente por isso estou fazendo uma enquete para que vocês decidam qual livro será apresentado. Aos poucos todas as opções serão resenhadas. Votem, Votem todos ! É o presente de vocês que está em jogo.

  • Confira a resenha de todos os livros da Enquete:
  • Sangue e Gelo


Eterno

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Na sua calma eterna e initerrupta viagem o vento se abatia sobre minha pele fria como o mais experiente dos amantes.

Acima de minha cabeça as estrelas brilhavam como um grande sorriso num rosto de olhos tristes, fracos e engasgados. A lua curva contrastava com seu esgar malandro e prateado. Abaixo de meus pés semi-congelados, jazia branca e imaculada a neve remanescente de uma tarde de nevasca.

Naquela sacada, olhando para uma cidade iluminada que parecia jamais dormir, eu me sentia bem. Aquela paz oca daqueles que podem aproveitar um pequeno momento de tranquilidade diante de eras de agonia.

Era quase como se eu pudesse voar.

Era como se eu pudesse de fato voar.

Sem pensar duas vezes, voei.

Enquanto a escuridão se abatia em meus sentidos, olhei por um instante o céu e ele continuava sorrindo para mim naquela alegria triste, como se dissesse:

Agora você tem a paz.

Eterna.

Já me afiliei à Submarino e Saraiva. Gostaram do texto? Acho que desacostumei a escrever coisas pequenas e em primeira pessoa, mas gostei.

Construção e Revolução

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Às vezes a gente se arrepende de alguns erros que comete, de algumas coisas que acabam negligênciadas e, principalmente, de datas que são esquecidas.

Sim, estou falando do blog e de todo o tempo em que passei empurrando-o com a barriga. Esquecendo de atualizar, negligênciando comentários e deixando passar em branco o aniversário de 3 anos.

Foi com esse pensamento que comecei 2012: o Realidades Utópicas voltaria, e com força total.

Para isso acontecer, primeiro tive de descobrir como postar no blog pelo celular. Se estão lendo esse post, saibam que foi um sucesso e que é uma questão de tempo para que tudo se ajeite.

De uns tempos para cá reativei meu Twitter, meu Facebook - onde logo o blog terá uma página -, criei um Tumblr (jadeamorim.tumblr.com) e, o mais importante, voltei com o Skoob.

Digo isso porque foi graças a ele que resolvi dar um novo rumo ao blog. Conheci blogs literários incríveis que me inspiraram a juntar minhas duas paixões: ler e escrever.

De agora em diante vocês encontrarão muitas resenhas, entrevistas, dicas e, se tudo der certo, promoções. Tudo isso concomitantemente às minhas epifanias e pensamentos.

Ajudando-me nessa nova fase estão dois superamigos. A Evelyne - muito conhecida aqui na blogsfera-, e o Junior Guimarães, amigo meu de longa data. Eles estão responsáveis de desvendar minhas loucuras e criar um novo lay para o blog.

Logo após isso começarei as resenhas e a procura por parceirias. Caso alguém já queira se manifestar, sintam-se à vontade.

Por fim, espero que muitos de vocês ainda estejam na ativa. Buscarei conhecer novos blogueiros e expandir meus horizontes.

Quanto à faculdade, Jornalismo ainda está nos meus planos. Estou aguardando a segunda chamada e, se nada der certo, terei os vestibulares de inverno.

Obrigada por tudo meus queridos, logo logo voltarei com tudo.

Até breve.

Sobre vazios e preenchimentos

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Tem um vazio bem aqui dentro do peito, e um vazio logicamente significa que há algo faltando, pois aquele espaço deveria estar preenchido. Preenchido. Eis a palavra chave, talvez. É tão subjetivo. O que quero dizer é que... não sei o que quero.

E que tem um vazio.

Um vazio que não consigo identificar para, enfim, preenchê-lo.

E eu realmente gostaria de fazer isso, porque dói. Mentira. Não dói, é só... um vazio. Aquela sensação oca e agoniante de que tem alguma coisa muito importante fora do lugar e não consegue saber o que é.

Talvez seja o sentimento. Dizem que ando tão fria, insensível e grossa com as pessoas. Me falta um sentimento bom, porque de algum modo não consigo me ver como a mocinha da história, mas sim a louca, psicótica e complexa vilã.

Mas se sou desprovida de sentimentos como tantos gostam de dizer, porque incomoda, fere e dói? Porque eu sinto que falta algo na minha essência que parece ser de suma importância?

Gostaria de ser espectadora de mim mesma, assistir tudo etereamente como se aquela não fosse eu, e os problemas não fossem meus. Definitivamente. É clichê reclamar da vida e nem sofrer tanto quanto diz, futilidades que julguei tantas e tantas vezes. Mas tenho a absoluta certeza que falta algo, e quero esse algo de volta.

O que poderia faltar?

A ingenuidade. Os sentimentos superficiais que me moviam. Quando mais nova não cavava um buraco no peito a cada decepção, era o ditado tão antigo de que entrava por um ouvido e saía pelo outro. Agora, o que me resta?

Sinto falta de um amigo, de um amigo de verdade. Só pra variar, mudar esse status eternos de colegas de classe e conversas online. Mas ao mesmo tempo, quero tirar um tempo pra mim, me afastar de tudo e de todos. Estar sozinha me agrada, sempre agradou.

Este monólogo vazio, que provavelmente não me ajudará a chegar em conclusão nenhuma só serve para expor a relatividade de minhas vontades, de meus sentimentos e a confusão que sou obrigada a enfrentar todos os dias por simplesmente ser eu. E ser eu é um porre.

Ou talvez esteja exagerando, lendo Zafón demais e trabalhando demais com as palavras, deixando-me levar pelos seus floreios. De tudo que nada sei - influência de Platão, talvez? -, só sei que está faltando algo que me complete, que me faça sentir viva e feliz.

Algo que me motive, que faça com que me destaque. Me falta a força de vontade, a destreza e a teimosia que tanto uso de maneira errada.

Me falta ter a liberdade para realmente viver.

Talvez, só me falte crescer.



Deprimido demais, tenho essa impressão, mas faz tanto tempo que não escrevo aqui que decidi manter. Espero que os poucos que me sobrara não me abandonem depois dessa desabafo. Mas ando cansada e realmente tá faltando alguma coisa aqui.


Resenha - A Sombra do Vento

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  • Nome: A Sombra do Vento
  • Original: La Sombra del Viento
  • Autor: Carlos Ruiz Zafón
  • Gênero: Romance, aventura
  • Página: 399
  • Editora: Suma de Letras (Objetiva)
  • Sinopse: "Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível."

  • Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração.

    É isso que você lê logo no prólogo, nas suas ultimas linhas. E em seguida tem a certeza de que aquele livro não é um livro qualquer. Um livro que roda em torno de um outro livro, mas que ao mesmo tempo consegue criar um ambiênte de dor e de abandono, mostrar uma cidade que sangra pelo pós-guerra e a vida solitária de um menino que acorda no meio da noite, desesperado, porque não consegue se lembrar mais do rosto da mãe morta. É assim que começa a história de Carlos Ruiz Zafón, com um enredo que mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Esbarrei neste livro como que por acaso, numa das minhas voltas pela livraria em busca da próxima vítima. Gostei da sinopse, da crítica e da capa. Mas, principalmente, gostei daquele prólogo cheio de palavras, sobre as palavras. Em menos de uma semana tinha devorado suas quase 400 páginas num suspiro triste. No fim você não sabe como se sente. Se feliz, triste, amargurado ou satisfeito. É uma mistura, pois Zafón tem o dom de despertar sentimentos conflitantes, de te fazer mergulhar naquele ambiente de luzes e brumas como se você fosse o próprio Daniel Sempere. Vi-o crescer, se apaixonar pela primeira vez, ter suas decepções amorosas, bancar o detetive com Fermín que, com ar de galante, dava-lhe lições sobre as mulheres que qualquer homem deveria, por obrigação, ter num caderninho de bolso. Vi-o se enfeitiçar pelas palavras e ter medo, receios e vergonhas. Mas, principalmente, o vi se transformar num homem. De longe é o meu livro preferido. Talvez exatamente por que comigo aconteceu o que aquele quote ali em cima diz. Foram essas - amareladas e gastas de tanto serem manuseadas - páginas que abriram caminho para o meu coração. Além, é claro, de influênciar diretamente nas minhas próprias palavras. Para quem ainda não se convenceu a ler e reler o que Zafón tem para nos contar, aqui vão os dez melhores trechos de seu livro, aqueles que valem à pena você grifar.
    • Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó e cujo cheiro ainda conservo nas mãos.
    • Na hora que se para para pensar se gosta de alguém, já se deixou de gostar da pessoa para sempre.
    • Falei-lhe como, até aquele instante, não havia compreendido que aquela era uma história de pessoas solitárias, de ausência e de perda, e que, por esse mesmo motivo, havia me refugiado nela até confundí-la com a minha própria vida, como quem escapa pelas páginas de um romance porque aqueles que precisam amar são apenas sombras que moram na alma de um estranho.
    • Naquela tarde de brumas e de garoa, Clara Barceló roubou o meu coração, minha respiração e meu sono. Sob a proteção da luz enfeitiçada do Ateneo, suas mãos escreveram na minha pele uma maldição que haveria de me perseguir anos a fio.
    • O destino costuma estar na curva de uma esquina. Como se fosse uma linguiça, uma puta ou um vendedor de loteria: as três encarnações mais comuns. Mas uma coisa que ele não faz é visita em domicílio. É preciso ir atrás dele.
    • As mulheres têm um instinto infalível para saber quando um homem está perdidamente apaixonado por elas, especialmente se o rapaz em questão tem pouco juízo e é menor de idade.
    • Eu crescera convencido de que aquela lenta procissão de pós-guerra, um mundo de quietude, de miséria e de rancores escondidos, era tão natural quanto a água da torneira, e que aquela tristeza muda que sangrava das paredes da cidade ferida era o verdadeiro rosto de sua alma.
    • Como ensina Freud, a mulher deseja o contrário do que pensa ou declara, o que, visto de outro ângulo, não é tão terrível assim, já que o homem, como nos ensina Perogrulho, obedece ao contrário às ordens de seu aparelho genial ou digestivo.
    • A espera aumenta o desejo. Tem uns bobalhões por aí que acham que, se põe a mão na bunda de uma mulher e ela não reclama, já está no papo. Aprendizes. O coração de uma mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira de um homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, o doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude, vem por acréscimo.
    • Se tivesse parado para pensar, teria entendido que minha devoção por Clara não era mais que uma fonte de sofrimento. Talvez por isso a adorasse ainda mais, por essa estupidez eterna de perseguir os que nos fazem mal.

    Eu sei que ando mais sumida que nota de um real (PQP! Saiu do fundo do baú essa!), e nem pretendo prometer mais frequência, para não decepcioná-los mais uma vez. Contudo, agora estou mais na internet, criei um Tumblr (quem tiver pode me mandar que eu vou seguir!) e ando atualizando minhas minhas histórias no blog A Falsa Escritora. Pretendo colocar as coisas em dia, nem tenho tantos comentários atrasados. Espero que tenham gostado, sou apaixonada nesse livro, como deve ter ficado claro.


    Para onde devem voar os pássaros após o último céu?

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    Segundo o contexto em que essa frase foi proferida, podemos nos permitir mais de um tipo de interpretação.

    Mahamound Darwish era um palestino exilado, poeta e escritor. Em sua maioria gostava de evocar a dor do deslocamento com paradoxos sutis.

    A frase citada acima é mais do que um exemplo desta estilística, e mesmo para uma pessoa que não conheça sua história ou o resto do poema pode passar horas tentando encontrar uma resposta.

    Usando o conceito literal da frase e pensarmos nos pássaros como animais e o céu como nossa atmosfera visível, a resposta chega a ser ridícula, pois quando o "último céu" acabar, todo o resto acabou. Talvez eles acabem indo para o céu espiritual, ou caso este também tenha se extinguido, para o inferno. Por que não?

    Agora usando por base todo o resto, é possível perceber claramente que o que ele quer dizer ´pe algo mais ou menos como: "Para onde uma pessoa sem seu lugar deve ir?"

    E a pior parte disso é que a segunda interpretação é igualmente confusa. Não há uma resposta exata para este tipo de pergunta, pois mesmo que você se coloque no lugar das pessoas, ou dos pássaros - dá na mesma -, a única coisa que consegue passar pela minha cabeça é ficar vagando em busca de um outro lugar ao qual possa se adequar e finalmente se sentir em casa.

    Talvez possamos para o lado sentimental e, mesmo que não tenha sido mencionado. Contudo, resolvo por terminar do mesmo jeito que comecei.

    "Para onde devem voar os pássaros após o último céu?"

    Porque, bom, temos que aceitar o fato de que não temos respostas para todas as perguntas.


    Ressurgindo da cinzas depois de um longo tempo de recessão. Eu sei que vocês sentiram a minha falta mentira, e prometo que vou tentar manter ao menos um post por semana, é que ENEM está chegando e a pouca sanidade que mantenho a custo de muita terapia está indo embora. Mas, enfim, na cabecinha de vocês, para onde devem voar os pássaros depois do último céu?

    Tons de Púrpura

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    Olhou para o alto, admirando a dança proveniente d'aurora. Era o momento em que o dia e a noite finalmente se mesclavam. À sua esquerda algumas estrelas pulsavam, tentando vencer o astro-rei. À sua direita, os raios solares bailavam nas nuvens, tingindo-as em um degrade de rosa-púrpura e azul-anil.

    Ela gostava do céu, tinha o costume de observar as estrelas desde muito pequena. Eram pequenos e delicados pontinhos brancos clareando algo tão imenso como o que lhes externava. Ao crescer criou uma nova ideologia através deste hobby, de que nem a mais sombria das coisas era capaz de ausentar-se totalmente de luz. Ao conhecê-lo, bom, o céu negro eram seus olhos, e as estrelas, eram os brilhos dos mesmos que ele lhe direcionava.

    Mas nada a encantava mais do que a aurora. Nem o crepúsculo tinha tanto esplendor. Talvez porque o amanhecer era presenciado por poucos corajosos que se atreviam a varar a madrugada em busca de tal espetáculo enquanto o crepúsculo era tão presente que aprenderam a lhe deixar passar despercebido.

    E como os anos são capazes de deixar uma pessoa mais sábia tal qual os livros, sua perspectiva de aurora também moldou-se com o tempo e sua vida. Eram opostos, proibidos, distantes por forças onipresentes, contudo amavam-se tanto que nem isso lhes impediam de se encontrarem, tocarem-se... E este sentimento era recompensado com um espetáculo de cores.

    Quanto aos eclipses... Oh, Deus! Estes eram os mais íntimos dos encontros, e lembrar-se deles faziam-na se lembrar dos livros que lia escondida do pai, enfiada por debaixo das cobertas com uma lamparina. Eram quentes, e despertavam sensações que até tê-lo, jamais pudera identificar ou sequer nomear.

    Suspirou, sentindo-se tola por devanear em lembranças dolorosas, causando ao próprio coração o aperto característico da ausência. Permitiu-se vislumbrar uma vez mais aquele silencioso espetáculo, como se pudesse ignorá-las, como se as fizesse pequenas diante da superior beleza daquela cena.

    Deveras, eram coisas que lhe encantavam e se concatenavam duma maneira que só ela poderia correlacionar. E mesmo que estivesse encarando uma das coisas que mais gostava, não conseguia ser capaz de sentir-se em paz ou feliz, porque tudo que conseguia sentir era saudades. Dele, apenas dele, e sempre dele.


    Olha eu aqui de novo, bom, estavam avisados de que minhas visitas seriam esporádicas, não? Esse pequeno trecho faz parte do prólogo de uma história minha chamada Senhora Fada. Quem quiser conhecê-lo na integra é só clicar no nome, e logo os decorrentes capítulos estarão online. Agradeço a todos que continuam aqui comigo firmes e fortes, prometo que quando esse ano de vestibular acabar volto com tudo! Beijos!